maio 18, 2010

IV - Retrato

De volta aos antigos pensamentos
num deja vù permanente
parece que tudo está aqui.
De volta à solidão que cerca
à saudade que aperta
e ao medo do que há por vir.
Às vezes, fugir parece tão simples
ir além dos mares e nuvens pertencentes aos sonhos
e inegavelmente, só sentir.
Sonhos sem dúvidas ou quimeras
perturbações que despertam
no silêncio da noite recolhida.
E o silêncio que habita, disfarçado
enche a tela do retrato
no qual estou, ainda que não pretendia
A vida que me parecia  resumir-se à instantes
  oferece o passado que me parece o agora, e como antes
vivo de incertezas e agonia.

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Poetisa que não declama e Jornalista nas horas vagas.