abril 16, 2011

Fria


Não há beleza alguma
na flor que foi desfolhada.
Nem na angústia ou na perda
das pétalas roubadas.

Não há beleza alguma
no pranto, na dor, na lástima
nem na alma, agora silenciosa
por trás das pálpebras cerradas.

Não há beleza, n'alguma
prece levantada...
Nenhum conforto, hei de encontrar
nas palavras ritmadas.

Não há beleza alguma, não há
naquelas vidas separadas.
Não há beleza, não vi nenhuma
após a morte encapuzada.

Não há beleza, não há nenhuma
na alva face fragilizada.

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Poetisa que não declama e Jornalista nas horas vagas.