junho 12, 2011

Mudança qualquer

Era para ser um samba. Ignorem.


Uma hora dessas eu tenho que encontrar meu rumo
aprumar-me e não temer a mudança
para do fundo desprender a esperança,
e não perder o momento de ousar.

Parece que é só na madrugada o nosso encontro,
no quarto, na rua, parada de ônibus
ou nas mesas imaginadas de um botequim.
Trocamos palavras supérfluas, escancaradas
enquanto a conversa ocorre entre nossos olhares
e seus desencontros casuais.

Sei só que não encontro o ponto
para essa nossa receita funcionar...

Olhe, meu bem, eu só te digo
que deixei de ser aquela mulher tão complicada
que exigia flores ou beijos na mão.
Olhe, meu bem, deixa eu te explicar
que já foi muito além esse nosso papo de amigos
e que além disso há mais para explorar.

Só queria dizer o quanto penso
esperando o seu tempo, ouvindo o samba acabar.
Penso em nós, nessa ideia volátil e volante
tão serena e deslumbrante,
que é sonhar com teus abraços a me embalar...

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Poetisa que não declama e Jornalista nas horas vagas.