outubro 12, 2010

XV - Ao desconhecido

Quando as horas se confundem
e os dias não se contam mais
Não sei há quanto durmo,
ou se cheguei a acordar.
Sinto que o tempo passa
sem que eu possa notar,
Ouço os inúmeros verbos que o mundo conjuga
sem que eu me incline a escutar.
O sol que nasceu e já se pôs
não se importou em me avisar
Em um minuto, a tarde corre
sem que eu pare de piscar.


Que eu percorra a terra inteira
numa noite, sem descansar
E a vida também, na estrada certeira
em anos luz eu possa andar.
Quem me acompanha? Oh, Estrelas!
Cometas, planetas, sem contar
Digo que neste caminho, continuarei
até que a ele, eu possa encontrar.
 E que meus olhos já não vejam,
que minhas pernas andem sem sentir,
Tenho motivos para ainda buscar
e mil mais para continuar a sorrir.


Nem que eu declame todas as rimas
e as mais belas frases eu vá a citar
O que se diga, sobre quem desconheço
ainda a ele, é possível, que eu possa amar? 




[ Em 22 de março de 2009 ]

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