novembro 05, 2010

XVII - Botão de flor

Penso que poderia virar o amanhecer a cada noite
e pela janela, ver o sol raiar
não há nada que me enobreça, com tanto afoite
quanto ver ao dia acordar.

Se eu tivesse o poder de transformar
o mundo, num lugar mais colorido
e nas tarde de mil e uma primaveras, me afogar
Encontraria, na vida, um real sentido!
E finalmente deixaria de minh'alma procurar.

Seriam os beija-flores que aqui cantariam?
Veria o botão de rosa, desabrochar?
Queria ver nos olhares de criança, maior alegria
do que a uma nova vida, o nascer observar.

Mudas de jardim, numa relva tão macia
perfeita seria a tela de uma aurora boreal.
Mais que um espetáculo, aquele que presencias
universo sem limites, irreal.

Toda as perguntas, e respostas esquivas
não mais me incomodariam
e sobre a vida, não mais iria questionar 
[O mal que já não importa mais]

Ao fechar os olhos, enquanto o sono me inebria
todas as rosas se fecharão,
todos as luzes se apagarão
e as cortinas irão baixar.

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Poetisa que não declama e Jornalista nas horas vagas.