novembro 20, 2010

XVIII - Presságio

Eu caminho nesta corda bamba, promíscua
chamada vida
caminhando com os olhos desfocados
envoltos em névoa, dispersos no passado
olhos de uma alma que não mais sorria.






Eu tive um pesadelo,
E neste, todos os amores foram descobertos. Todas as ansiedades e receios se mostraram certos. Eu vi minha'lma completamente despida, com todos os meus erros e acertos expostos e dissecados em análise.
Assim, eu vi ruir,
Todas as muralhas de defesa que construí. Todos os suspiros e bobos anseios, eu revivi. E em conjunto, ou talvez acima de tudo, o meu desespero.
E me inebriou,
 O filme de rostos amarelados, falsos sorrisos estampados, que representavam meus amigos. Não os compreendi nem eles o queriam.
Talvez eu não acorde,
pois cada marca de realidade eu ali sentia.  Por isso não se assuste com tais olhos desfocados - eles seguem num rumo complexo de passado, presente e presságios...

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Poetisa que não declama e Jornalista nas horas vagas.