agosto 01, 2010

X - Círculos



Não é poesia, prosa, arte. Nada que vem de mim, de mim faz parte. Só sei que nada sei, e que vivo a vida de incerteza e risco. Se bem que já não sei, se respiro e realmente vivo.
Quando pergunto, a dúvida já é certeza. Quando mudo, espero consentimento. Se não o tenho, o mundo atinge minha fraqueza.
Sobrevivo de amores, dores, cores. De vez em quando, já não sinto, sou.
O que sou já não sei, e não sei se quero saber. E o que sinto se mistura, já não é química pura. E posso ter papel, caneta ou lápis. Posso ter pena, tinteiro ou papiro. Posso ver minhas letras escritas em papel impresso.
Mas o que sou eu já não meço. Só sei que nada sei, e o meu eu é feito de rimas.
Antes tudo ou nada, nesta encarnação ou outra. Outra vez poetisa.

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Poetisa que não declama e Jornalista nas horas vagas.