Para crescer, tenho que me abandonar por um instante
para criar, deixar meu sorriso endurecer;
ter a face cravada em pedra
para atravessar a infelicidade momentânea.
Mesmo quando a barragem ameaçar romper limites
e liberar as comportas, em lágrimas
tenho que aprender, a não esmorecer
frente à mentiras ou verdades deturpáveis.
Para aprender, deveria esquecer
mundos e coturnos. Apuros, e infantilidades mais.
Tenho que deixar de lado os segredos, os diários
as bochechas coráveis,
e aprender a ouvir de mim mesma as palavras agradáveis.
Tenho de renunciar às bobagens típicas,
passageiras e bem-vindas
futilidades de resultados desagradáveis.
Tenho de aprender, a não me queixar da vida
mesmo esta alma velha, na mocidade.
E agora que me encontro às portas do desafio
à beira de um antigo precipício
amigo, como enfrentar?
Tudo o que sei desse infortúnio
não passa de pura teoria,
e já não sei como continuar.
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