A poesia não me pertencia,
o conto nunca se escreveu
Minha música não tem melodia,
e minha vida foi a crônica que nunca aconteceu.
O sorriso que não alcançava a alma,
o olhos de felicidade na face sofrida
nas ruas, nos campos, nos caminhos de asfalto
estão as contradições esquecidas.
A infância afanada, ou corrida
os sonhos primaveris que nunca floresceram
Acostumados estão com a dor, as aflições de cada dia
assim os anos com a brisa se foram...
Onde está a alegria prometida
que o tempo lhe daria quando a velhice ocorresse?
Onde estão todas as verdades escondidas
que lhe permitiriam escrever?
E antes que pudesse reivindicar,
perder-se, novamente, por entre as linhas
o sopro embaralhou as páginas, derrubou o lápis
e as respostas, só na morte encontraria.
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