Quem me dera tão leve quanto teus versos, oh Cecília
quem me dera perder-me nos jardins da tua poesia, Coralina.
Busco, ainda, inspirar-me nas contradições de Lispector
ou me encontrar nas palavras do poetinha.
Declamo tuas Horas Absurdas, oh Pessoa
declaro servidão aos teus sonetos, Azevedo
E enquanto viajo perdida nos teus contos, Vargas Llosa
encontro tuas definições de amor, Caio Fernando Abreu
Mesmo com tuas rimas atuais, oh Morais!
dos romances de Alencar eu tenho saudade
dos amores incertos, das quimeras tubérculas, como Anjos
vejo poucas certezas em Carpinejar.
Nas verdades tão incertas, que já me disseram
e nos olhares dirigidos, de desprezo
nada foi tão real, palpável, ou feiticeiro
quando as palavras sonhadas, Shakesperianas.
E eu aqui devaneando, Machado
condenada pelos outros, Casmurra
Não sou Isaura, não sou Senhora
nem em memórias sou uma Triste Puta, Marquez
mas sofro nos meus Cem Anos de Solidão, obscuras.
Escuta!
Escuta esta Miserável, Victor Hugo!
que somente em seu peito encontra a revolução
Aqui estou em meu Horto, entre as flores mudas
na noite Auta
sei-me uma Mal Amada, como Neto, não é nenhum segredo.
Mesmo nesta estrofe única do teu Advento, Kavanagh
encontrei naquelas quatro linhas algum sossego
antes que chegue a hora do Testamento, como Bandeiras fala
vagarei em Plath e em seu mudo desespero.
E se um dia, não puder mais ler a Via Láctea como Bilac
não encontrarei mais nenhum Motivo, para aqui seguir
e então como Drummond, deixarei de Ser.
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