fevereiro 20, 2011

XXIII - A Rosa

Como aos outros eram faltosos,
a semente que germina em flor
Na Criação, foram seres isentos
daquilo que se chama amor.

Embora a face estivesse enfeitada,
o sorriso que lhe abria os lábios não chegava à alma,
e o escárnio maliciava a infantil compleição.
A rosa, em si, pouca beleza via
pois eu seu coração ela espinha
e transforma tudo d'antes em dor.

Queria ela que assim fosse?
Sustentar todos os fulgores, medos e raivas
que lhe eram dirigidos?
Ou era somente uma armadilha do destino
que com mórbido humor, ainda se ria?

A rosa pode esconder-se no desprezo dos orgulhosos,
mas trará consigo a tristeza sempre aos olhos,
da oportunidade de ser feliz que lhe foi negada.

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Poetisa que não declama e Jornalista nas horas vagas.