março 25, 2011

Fukushima


Ela era feita de água,
do sangue que suja o barro,
das areias que varriam a ilha.
Era uma terra que vagava lentamente,
e que sobre o Pacífico se erguia.


Que a estrela que aqui brilha,
brilhe eterna sobre a terra de Hiroshima.

Aqueles rostos, de traços orientais
não suportam tantas rosas,
mais rosas acidentais.
Plantadas sobre a ganância,
alimentadas pelo ódio, pela discrepância
entre ideologias despropositais.
Homem, não desperte a fúria destas águas...

Não são garras!
São os tremores, o momento  do despertar.
Não se escondam, homens!
A terra que fora um bom lugar para estar.

Somos errantes,
estanques, sem rota de fuga
que tantas vezes se perderam no caminho.
Somos errados,
perdemos espaço,
somos as aves que jogamos para fora de seus ninhos...

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Poetisa que não declama e Jornalista nas horas vagas.